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A Copa da Saúde é a do Parreira |
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por Vinícius de Assumpção Parreira falou que esta seria a Copa da Saúde. Esta frase, somada ao alto número de cartões amarelos e vermelhos, com uma série de jogadores lesionados pela brutalidade dos adversários. O que não tem faltado nesta competição é .... saúde, e muita, para agüentar tanto “tranco”! A Copa da Saúde (ou seria do vale-tudo?) tem falta fora das quatro linhas, técnico batendo na câmera de TV, marcas na canela e nas coxas que mais parecem tatuagens. Como não bastasse toda esta violência, os jogadores aparecem com modelitos fashion: chuteiras amarelas, verde-abacate, laranja, azul, sem falar nos cortes e cores dos cabelos dos atletas. Querem um pouco mais dos já conseguidos “três minutos de fama” que possuem, aparecendo em todas as telas televisivas desta nossa imensa aldeia global. Teria algum destes “popstars” do esporte bretão pensado em “aparecer” com uma jogada antológica ou um golaço daqueles de se rever incontáveis vezes, com os olhos encantados pela curva inacreditável que a bola, atingida de maneira tão perfeita, se propõe a executar? Teriam os astros do maior espetáculo da terra, como Zidane, Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo, David Beckham, ficado contagiados com o “clima da Copa Saúde” e esquecido da arte que tão espetacularmente executam, desde que começaram a dar os primeiros chutes? Em que lugar deste planeta esconderam o futebol, aquele que levam multidões ao delírio apaixonado?. Para o Comitê Organizador da Copa, tudo bem, Para a FIFA, igualmente. Recorde de público nos estádios e fora deles. É a segunda maior média de público da história de todas as Copas, só perdendo para a de 1994 nos EUA, o que não chega a surpreender. Se não houver show, vitórias com brilhantismo, torcidas indo ao delírio, tudo bem. O evento é lucrativo, é um show de organização, estádios belos e cheios, os patrocinadores lucrando altas cifras, como era esperado. O que importa se o futebol foi esquecido? É apenas um pequenino detalhe. Afinal é a Copa da Saúde, é a copa do Parreira. Mesmo assim, somos todos malucos por futebol, fazer o que? Resta torcer e acompanhar o maior evento esportivo do mundo.Vamos lá que o HEXA é nosso, mesmo sem o pequeno detalhe que faz toda a diferença: o bom e velho futebol-arte! Vinícius de Assumpção é Presidente do SEEB-Rio |