A Globalização Solidária da Saúde

 

 

*Cláudio Damião Santos Pereira

 

 

Não faz muito tempo, fui parado na rua por uma pessoa, que me disse: “É desumano o que fazem com a gente. Para eu conseguir uma ficha para me consultar com um médico no Posto de Saúde, foi preciso que eu saísse de casa de madrugada. Praticamente tive que dormir na fila. As fichas, em número sempre muito limitado, só são distribuídas pela manhã. Se não chegar cedo, com o sereno da madrugada, é perder a viagem, pois não há atendimento para todo mundo. Só para os que chegarem primeiro.  O pior é ver pessoas de idade passando por este sacrifício”.

 

Também ouvi o relato, desta vez de uma pessoa amiga, que havia procurado atendimento em um determinado Posto, e que lá chegando, foi informada de que não havia especialista para o seu caso. A solução, segundo o funcionário, seria procurar outro Posto, ou o setor de Urgência do Hospital.

 

Tenho certeza de que relatos como estes devem ser corriqueiros. Afinal, saúde pública é sempre motivo de destaque nos discursos e nas promessas de campanha da maioria dos políticos. Quanto a cumprir o que se promete, vai uma enorme distância.

 

Na última eleição para vereador, por exemplo, aqui na cidade, ouvi vários discursos que prometiam trazer um Hospital do Câncer para Nova Friburgo. Não passavam de discursos vazios. Promessas! Meras promessas!  Mas o pior é que fazem tais promessas porque sabem que o tema, saúde, dá voto. Não é preciso ir longe para constatar o que digo. Alguns “políticos” daqui de Nova Friburgo se perpetuaram no poder graças ao uso que fizeram e fazem das necessidades das pessoas que carecem de toda sorte de atendimento na área de saúde. A do câncer, talvez, seja uma das mais sensíveis.

Por conta disso, andei fazendo uns contatos para saber o que é preciso para trazer um Centro de Referência para o Tratamento do Câncer para Nova Friburgo. Conversei com vários médicos da cidade; troquei correspondências com profissionais do INCA – Instituto Nacional do Câncer –, e descobri o que temia: a coisa não é tão simples assim, como cabe no fácil discurso. Não digo que seria impossível. Mas é preciso preencher uns determinados requisitos e, mais que tudo, é preciso haver muita, muita vontade política. Não vou me ater aos detalhes. Portanto, chega de brincar com o sofrimento do próximo. Fazer política desta maneira é de uma profunda maldade com aqueles que sofrem com uma doença, que por si só, já agride tanto.

 

Já que estou falando da saúde, aproveito para falar de uma pessoa que de fato se preocupa com o tema. Profissional competente, um idealista dedicado à profissão. Falo do meu amigo Dr. João Hélio Rocha. Pessoas como ele, juntamente com mais alguns outros nomes de igual envergadura, não nos deixam perder a esperança em dias melhores.

Recomendo a leitura do seu livro “A Globalização Solidária da Saúde”.  Estou a lê-lo com muito interesse. As pessoas que quiserem adquirir um exemplar poderão fazer contato por e-mail: jhr@gigalink.com.br; pelo endereço: Praça Getúlio Vargas, 105/210 Edifício  União – Cep. 28610-170 ou pelo telefone: 2522 3224.

 

 

*Presidente do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo

E-mail: claudiodamiao@pop.com.br