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DEMOCRACIA OU MERCADOCRACIA? |
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A democracia propalada pelos setores conservadores e pelas elites não tem nada haver com a palavra original. Os setores conservadores querem na verdade se esconder atrás da palavra democracia para defender não o interesse da maioria, mas de uma minoria privilegiada em detrimento do povo (demo em grego). Nenhuma relação com o Democratas (antigo PFL) . As práticas corriqueiras das nossas elites de todas as espécies talvez fossem mais bem explicadas se fossem chamadas de mercadocracia (governo do mercado) e não democracia (governo do povo). Em nome dessa prática de mercado, tentam construir no imaginário das pessoas que o mercado é a democracia e o único caminho da civilização. O mercado justifica tudo. Quem é contra os ditames mercadocratas é taxado de antidemocrático. Para os descendentes diretos de Adam Smith, Milton Friedman e Frederick Rayek , a democracia é o mercado . Na mercadocracia todos são iguais na disputa pela sobrevivência e, no melhor estilo Darwin, discursam que o mundo evolui e só os mais preparados evoluem e resistem e os demais perecem. Ou a nova consigna: “consume, logo existe”. O princípio básico dessa teoria é que se a democracia atrapalha o desenvolvimento da economia, é importante suprimi-la ou como dizia Rayek em sua obra O Caminho da Servidão: “se a maioria da população não garantir o direito dos agentes econômicos de utilizarem da forma que quiserem os seus recursos econômicos, cancelemos a democracia”. A mercadocracia é o governo do individualismo, do lucro, da exploração direta do homem e da natureza. Mercado não é natural, nem é democrático, nem vive da dita livre concorrência, muito pelo contrário. O mercado vive da exclusão de milhões a nível internacional e os novos mercadocratas tentam se trajar de democráticos. Como se eleito pelos “deuses”, se proclamam os senhores do saber. A verdadeira democracia é diretamente antagônica à mercadocracia. O governo do povo só é possível com a derrota da visão mercadocrata e seus mitos. O real processo democrático tem que ser centrado no ser humano e não no mercado. Aprofundar a democracia e derrotar a lógica de mercado é uma das tarefas centrais para construirmos uma sociedade realmente justa e radicalmente democrática para todos e todas. |