Caminhando e cantando… governando, legislando e "sindicateando"…



Exercer a liberdade e autonomia sindical é ação
estratégica no fortalecimento do governo eleito
pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras


Por Rubens Branquinho*

O ato do Dia Nacional de Mobilização organizado pela CUT, na quarta-feira passada (06/07), foi realizado nas principais capitais do país e demarca a importância do papel autônomo dos movimentos sindicais, sociais e populares. Ocupar as ruas é sinônimo de empoderamento das classes populares frente à disputa progressiva em nosso governo.

A organização da classe trabalhadora tem seu papel preponderante na luta por uma sociedade mais justa, atuando como instrumento de pressão, mobilização e controle social, reforçando as negociações, eliminando as desigualdades históricas e avançando nas conquistas.

É inadmissível ainda persistirem em diversas regiões do Brasil crimes contra líderes sindicais não só nas cidades, mas também no campo, onde a luta verdadeira se faz contra o desmatamento ilegal da floresta e exploração de madeira.

Para tanto, a disputa e a participação constante nos parlamentos e nos conselhos de controle social, o esforço na unificação das lutas entre as centrais sindicais, a participação efetiva nos movimentos comunitários, populares e sociais de um modo geral e, sobretudo ocupar as ruas para garantir e avançar na pauta das classes populares são fatores fundamentais e estruturantes no processo de mudanças que precisamos e almejamos.

O sindicalismo no Brasil tem uma história de lutas, resistência e protagonismo, entretanto também se depara com casos de subserviência, clientelismo, personalismo e traição de classe. Mas, entre avanços e retrocessos, predominam a interferência e o histórico de participação nos processos políticos do país, que foram imprescindíveis nas transformações e conquistas sociais.

Institucionalizar os movimentos é atuar em área onde o capital tem uma grande mobilidade e poder, enraizado em décadas de atraso em nossa política. É imprescindível haver substantiva mobilização e participação social, garantindo autonomia e liberdade à organização dos trabalhadores e aos movimentos sociais e populares. Devemos ser radicais em nosso papel, em nossa representação, em nossa atuação e em nossos ideais. Nunca deveremos abandonar nossa capacidade de luta.


"Ser radical é tomar as coisas pela raiz; e a raiz, para o homem, é o próprio homem."
Marx


Agindo assim, ao contrário do que possa parecer, fortaleceremos o atual governo, conquistado pelos (as) trabalhadores (as), e com isso, avançaremos no principal propósito, que é conquistar um Brasil justo e fraterno, inclusivo e igualitário.

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*Rubens Branquinho é secretário para Questões Legislativas da Federação e diretor da Contraf-CUT