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Caminhando e cantando… governando, legislando e "sindicateando"… |
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Exercer a liberdade e autonomia sindical é ação estratégica no fortalecimento do governo eleito pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras
O ato do Dia Nacional de Mobilização organizado pela CUT, na quarta-feira passada (06/07), foi realizado nas principais capitais do país e demarca a importância do papel autônomo dos movimentos sindicais, sociais e populares. Ocupar as ruas é sinônimo de empoderamento das classes populares frente à disputa progressiva em nosso governo. A organização da classe trabalhadora tem seu papel preponderante na luta por uma sociedade mais justa, atuando como instrumento de pressão, mobilização e controle social, reforçando as negociações, eliminando as desigualdades históricas e avançando nas conquistas. É inadmissível ainda persistirem em diversas regiões do Brasil crimes contra líderes sindicais não só nas cidades, mas também no campo, onde a luta verdadeira se faz contra o desmatamento ilegal da floresta e exploração de madeira. Para tanto, a disputa e a participação constante nos parlamentos e nos conselhos de controle social, o esforço na unificação das lutas entre as centrais sindicais, a participação efetiva nos movimentos comunitários, populares e sociais de um modo geral e, sobretudo ocupar as ruas para garantir e avançar na pauta das classes populares são fatores fundamentais e estruturantes no processo de mudanças que precisamos e almejamos. O sindicalismo no Brasil tem uma história de lutas, resistência e protagonismo, entretanto também se depara com casos de subserviência, clientelismo, personalismo e traição de classe. Mas, entre avanços e retrocessos, predominam a interferência e o histórico de participação nos processos políticos do país, que foram imprescindíveis nas transformações e conquistas sociais. Institucionalizar os movimentos é atuar em área onde o capital tem uma grande mobilidade e poder, enraizado em décadas de atraso em nossa política. É imprescindível haver substantiva mobilização e participação social, garantindo autonomia e liberdade à organização dos trabalhadores e aos movimentos sociais e populares. Devemos ser radicais em nosso papel, em nossa representação, em nossa atuação e em nossos ideais. Nunca deveremos abandonar nossa capacidade de luta.
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