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28 de abril, dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
A Organização Internacional do Trabalho – OIT estima que, no mundo, anualmente, entre mortes diárias – três a cada minuto – Trezentos e sessenta mil, em razão de acidentes de trabalho – um milhão e seiscentos mil, em razão de doenças relacionadas ao trabalho. Doze mil desses trabalhadores mortos são crianças. Isso representa mais do que
o dobro das mortes ocorridas em razão de guerras e epidemias como a AIDS.
A exposição dos trabalhadores a agentes cancerígenos, presentes em pesticidas
e em muito outros produtos em suas jornadas de trabalho está a origem
de várias doenças que levam à morte após período de incubação. Infelizmente
ainda não temos a fiscalização necessária na maioria dos países que fazem
parte da OIT. Boa parte dos acidentes ocorre por falta de planejamento
e manutenção dos equipamentos utilizados pelos trabalhadores. Para o empregado que pode ter seqüelas futuras do acidente, além do sofrimento físico e mental. Para a família do empregado
que terá que dispensar tempo e cuidados especiais ao membro familiar
acidentado. A saúde depende de vontade política-social de se construir um mundo melhor, de pensar e repensar a nossa prática assistencial, de recriar modelos centrados na prevenção de riscos à saúde pública e de gestão ambiental.O compromisso social do direito ao trabalho e a geração de renda e de estrutura governamental que promova o avanço necessário ao setor público para que de fato consiga atender as necessidades de saúde da população brasileira. A saúde é um assunto tão importante que não pode ficar apenas nas mãos dos profissionais da área. A luta por saúde é por uma permanente melhoria da qualidade de vida e deve envolver todos os setores, como o ambiente de trabalho, a educação, o meio ambiente, o saneamento e outros, voltados para a diminuição das desigualdades e para a luta pela cidadania. Afinal o que todos nós buscamos é ser plenamente saudáveis e felizes.
* Ricardo Lontra é
secretário de Saúde e Condições de Trabalho |