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por
Ricardo Lontra
A crescente
ocorrência de Lesões por Esforços Repetitivos (LER)
ou, Doenças Ósteo-Musculares Relacionadas ao Trabalho
(DORT), constitui uma evidência real de risco à saúde
dos trabalhadores e, conseqüentemente, ao crescimento sustentável
da economia brasileira. Um número cada vez maior de trabalhadores
em todo o mundo se vê, em algum momento, limitado em suas atividades
profissionais devido à ocorrência de dores insuportáveis
que lhes impedem, mesmo, o comparecimento ao trabalho, fazendo aumentar
as taxas de perdas na produção, o custo da saúde
pública e do seguro social.
As LER/DORT – como são conhecidas - são siglas
que abrigam diversas doenças, tais como tendinite, tenossinovite,
bursite, síndrome do túnel do carpo e epicondilite, entre
outras. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), representam
atualmente, a segunda causa de afastamento do trabalho no País,
sendo a de maior prevalência entre as doenças do trabalho
– entre 80 e 90% dos casos registrados pela Previdência Social
nos últimos anos.
A crescente demanda de rapidez no trabalho, com a conseqüente eliminação
dos tempos-livres naturais de relaxamento e a diminuição
dos tempos programados de descanso, associado à monotonia sofrível
da repetição incessante de movimentos, parece estar na
origem desses efeitos lesivos do trabalho à saúde.
Se na tradicional economia dos Bancos os trabalhadores sofriam (e ainda
sofrem) com a jornada de trabalho a nova tecnologia de produção
baseada na informática parece ocultar seus efeitos nocivos em
ambientes higienizados e aparentemente não agressivos. Os novos
riscos advêm da velocidade exigida nas tarefas; da postura e do
esforço necessário para executá-las; da inadequação
de equipamentos às medidas ergométricas dos trabalhadores
que os operam; e, sobretudo, da não participação
dos trabalhadores no planejamento das atividades.
A falta de diálogo entre chefia e subordinados nas empresas,
seria, entretanto, a causa principal, ao desconsiderar a opinião
e o conhecimento dos bancários sobre as características
do processo de trabalho em cada setor e também das dificuldades
encontradas para o alcance das metas impossíveis de produção
estabelecidas (Advindo com isto o Assédio Moral).
A falta de conhecimento sobre ergonomia e organização
do trabalho constituem também um obstáculo real para a
solução do problema, evidenciando a necessidade de revisão
e contínua atualização das normas de segurança
e saúde na Empresa.
Por isso, nesse dia 28 de fevereiro, Dia Internacional de Conscientização
sobre as LER/DORT, o Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo
trava uma luta permanente para a conscientização da categoria.
Contra as LER/DORT reivindicamos a participação dos bancários
e bancárias no planejamento e avaliação constante
das tarefas, adequação do ritmo de trabalho e das condições
dos equipamentos, além da garantia de emprego e salário
para as vítimas, com tratamento médico e reabilitação
profissional adequadas como se na ativa estivessem.
“Prevenção e conscientização, o único
caminho para as LER/DORT”
Secretaria
de Saúde e Condições de Trabalho
Diretor responsável: Ricardo Lontra
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