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Onde
estão as flores? |
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*Cláudio Damião Santos Pereira
Tornou-se local para furtivos passeios de ratos, comedouro de pombos, dormitório de mendigos, ponto de encontro para programas sexuais, consumo de drogas e sabe-se lá o que mais. E, quanto mais degradada a sua aparência, quanto mais abandonada pelo Poder Público ela estiver, mais servirá para tais fins. Não consigo compreender tal descaso e o que o motiva. Por que não colocar dois ou três jardineiros para cuidar desta e de outras praças sistematicamente, todos os dias. Desta forma, as plantas ganharão novo viço e a praça voltará a ficar enfeitada. Voltará a ficar bela. Não adianta contratar uma empresa de jardinagem de tempos em tempos. As plantas precisam de cuidado diário. Se quisermos que a nossa praça seja um cartão postal, um cartão de boas vindas aos turistas, que seja mais bem cuidada. Não consigo compreender como pode uma cidade ser considerada a segunda maior produtora de flores do país e a nossa praça passar boa parte do ano com uma cor verde desbotada, com espaços entre as plantas em que a terra esta batida e sem vida. Somos o segundo maior produtor de flores do Brasil e nossa cidade é verde, sem flores, sem cores. Não há soleiras com flores, não há jardineiras nas calçadas. Não há flores nas margens do rio Bengala, nos prédios públicos... Quando estive em Curitiba, faz alguns anos, fiquei surpreso com a quantidade de flores nas praças e locais públicos, o que dava um ar de alegria, de harmonia, de bem estar ao local. As flores, quando não plantadas em jardins, eram colocadas em vasos e em armações metálicas, formando árvores floridas. Muito bonito o efeito. Senti como os curitibanos se orgulham do seu lugar quando eu comentava a respeito da cidade e da beleza do lugar. Quando os espaços públicos são tratados com o cuidado merecido, melhora a alto estima da população, valorizando o lugar em que se vive. Do contrário gera uma apatia e um desinteresse. Espero que isso não ocorra, se já não estiver ocorrendo, conosco. O prejuízo será de todos nós. Vamos, portanto, cobrar ações imediatas da prefeitura e da secretaria encarregada de manter o ordenamento dos espaços públicos. Não só pelo direito que temos de ter uma praça limpa e bem cuidada. Pagamos impostos para isso. Mas para que tenhamos dos turistas que nos visitam a mesma impressão que eu tive de Curitiba. Isso é bom para o comércio, para o setor hoteleiro, para nós, ao gerar empregos e, por fim, para a própria prefeitura, que passa a arrecadar mais impostos. Atentem, pois, para este circulo virtuoso e cuidem de nossa praça.
*Presidente do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo E-mail: claudiodamiao@pop.com.br
Publicado
no jornal Alternativa Edição 68 – jan.08
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