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Por
VINÍCIUS
DE ASSUMPÇÃO
O líder cubano Fidel Castro é a maior liderança viva na luta contra o
imperialismo. Tanto assim que, aos 81 anos, lutando contra uma doença
no intestino, e tendo anunciado que não possui condições físicas para
continuar na presidência do país, o comandante revolucionário continua
a incomodar o governo dos EUA e a sofrer todo o tipo de ataque da
imprensa burguesa internacional. Não é de hoje que a mídia torce
descaradamente pela morte de Fidel.
No Brasil, a Folha de S. Paulo o trata como ditador. A imprensa
sempre mostra Cuba como um país atrasado, fechado, "em função do
regime socialista". O que o jornalismo de mercado não revela é que,
apesar do sofrimento causado por um embargo econômico cruel e desumano
imposto pela Casa Branca, a maioria esmagadora do povo cubano apóia o
governo e os princípios da revolução e tem verdadeira adoração por seu
maior líder. Exceto, é claro, os refugiados de Miami, a maioria
herdeiros das classes dominantes que perderam seus privilégios.   
Até
as conquistas socialistas estão querendo anular da história. Em O
Globo da última quarta-feira (20), o sociólogo Demétrio Magnoli
escreve a sandice de que a revolução cubana foi "mitificada". Segundo
ele, "a baixa mortalidade infantil e os bons níveis de alfabetização
seriam realidades anteriores ao regime socialista". Vale tudo na
propaganda capitalista contra Cuba, até mentir descaradamente.
Democracia e soberania
- O presidente dos EUA, George W. Bush, já fala numa "transição
democrática", como se os EUA fossem exemplo de democracia para o
mundo: eleições bilionárias, indiretas, confusas, antidemocráticas e
fraudulentas (como ocorreu nas duas eleições vencidas pelo atual
governo), em quem tem mais votos nem sempre ganha e um pleito limitado
pelo poder econômico a dois partidos, Democrata e Republicano, que, no
fundo, representam praticamente a mesma coisa. Democracia para os EUA
é a burguesa, bancada pelo grande capital para facilitar a vitória de
governos submissos aos interesses econômicos e políticos do Tio Sam.
Mas, dependendo da ocasião, os EUA financiam golpes de Estado, como
fez no Chile, Argentina e Brasil, derrubando governos populares e
apoiando ditaduras por décadas.
A mídia diz que há cerca de 200 presos políticos em Havana. Mas e
nos campos de concentração de Guantanamo, mantido pelo Pentágono,
quantos presos existem, condenados por "envolvimento com o terrorismo"
sem direito de defesa?
Vinícius
de Assumpção
Presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
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